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Pará/Brasil

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Dança das Cadeiras para as Eleições 2012 (Parte II)

.......Dentre os grandes partidos, claro, encontra-se o PSDB, até mesmo, ou principalmente, por ser o partido do Governador.

É claro que outros partidos, por meio de suas principais lideranças, tentam seduzir os pré-candidatos a migrar de partido. Há, inclusive, quem tente convencer vereadores a abrir mão de seus respectivos mandatos para se aventurar ao cargo majoritário. Um dos argumentos, por sinal, é que o pretenso candidato terá mais tempo para se dedicar ao projeto maior.

Os assediados, com mandato, refletem bastante sobre o assunto, pois, dependendo do partido que aderirem, encontrarão alguma resistência, tendo que disputar espaço com outras lideranças que, por estarem a mais tempo na legenda, podem representar algum risco, devido o ciúme natural que surge.

 Os assediados, sem mandato, são mais tendenciosos a migra. Na verdade, alguns personagens tentam manter o equilíbrio emocional para não pendurar uma placa no pescoço com os dizeres: “aluga-se para eleições municipais”.

As mudanças, os assédios, as tentações fazem parte do processo, do jogo político, como costumamos dizer, “é o jogo jogado”.  Porém, quando esses assédios passam a vir, insistentemente, do partido que está no poder estadual, o mesmo que encontra-se rodeado de partidos aliados que, juntos, formam uma base sólida para o Governador, acreditamos ser de bom tom uma cautela maior.

A observação é feita após uma simples análise dos municípios das regiões sul e sudeste do Pará, onde vários pré-candidatos, de legendas diversas, passaram, desde o início do ano, a espalhar pelas suas respectivas cidades que seriam “o candidato do governador” e por isso migrariam para o PSDB.

Os quadros dos resultados das eleições municipais de 2000, 2004 e 2008, retirados do site:    www.apuracao.terra.com.br/2008, mostram bem o que significou ao PSDB perder o Governo em 2006. Na época, os tucanos, nem tão amarelos assim, precisavam migrar para um porto seguro que tivesse ao lado dos vermelhos, os vencedores das eleições estaduais.

Pelo que se vê, o partido que mais lucrou com isso foi o PMDB, pois além de ter um líder atuante, ser um partido nacionalmente forte, estava, à época, de bem com o PT nacional e estadual.

Pois bem, o PMDB saiu extremamente fortalecido das Eleições 2008, enquanto que o PSDB, após a grande debandada de muitos ‘mui amigos’, caiu, veja a ironia do destino, de 47 para “13” prefeituras.

Esse foi o castigo do PSDB, ficar com “13” prefeituras sob sua gerência.....

Mas o PSDB deu a volta por cima e voltou ao comando do Estado. Agora os tempos são outros. Precisam remarcar posições. As cidades ‘estratégicas’ são fortemente disputadas. Porém, porém, porém.......o Blog acredita que o nobre Governador e seu PSDB devem ter um certo cuidado com as ingerências que estão ocorrendo em várias cidades.

Isso porque sabemos que as eleições municipais são o primeiro e talvez o principal passo para se determinar as armas e munições para as eleições gerais de 2014. Assim, o inteligente Governador que conta com vários partidos em sua base aliada não pode, nem deve, ser indelicado com seus próximos ao ponto de esvaziá-los em detrimento do projeto político que SEU partido ostenta como certo.

É claro que o Governador e o PSDB têm todo o direito de lançar candidatos próprios em todos os 144 municípios do Pará, é óbvio.

 O que se está levantando, para efeito de um saudável debate, é que o Partido que está no comando do Governo do Estado precisa, sim, ter o cuidado de NÃO adotar uma política intervencionista nos demais partidos da base para não se criar um mal-estar.

Não é justo que um determinado partido lute, ao longo desses últimos anos, para levantar uma bandeira em sua cidade, trabalhe um bom nome para disputar as eleições municipais, invista tempo e dinheiro nos seus respectivos projetos e, na hora “H”, dado seu poder de sedução, o PSDB leva seu principal jogador, deixando toda uma torcida a ver navios....... dando bye, bye aos projetos........alheios....isso não é companheirismo.



PSDB
46
PMDB
35
PTB
14
PDT
12
PP
11
PT
7
PL
5
PFL
4
PSB
4
PSD
3
PPS
1
PRP
1
PSC
1
Eleições 2000

PSDB
47
PMDB
23
PTB
19
PT
18
PL
9
PFL
7
PP
6
PDT
5
PPS
3
PRP
3
PSB
2
PMN
1
PV
1
Eleições 2004
















PMDB
38
PT
27
PR
16
PTB
14
PSDB
13
PDT
9
PP
6
DEM
6
PSB
5
PPS
3
PRP
2
PRB
1
PSL
1
PSC
1
PV
1
Eleições 2008

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