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Pará/Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Enquanto isso, a plebe dorme em berço nada esplêndido...


Mais uma eleição se aproxima e o povo será novamente “convidado” (obrigado) a comparecer às urnas para escolher os seus representantes políticos.
Esses representantes ficarão a frente do poder municipal por longos quatro anos (2013/2016). Sendo eles eficientes, perfeito, o tempo poderá até ser curto para tanta coisa pra se fazer. Porém, sendo inoperantes, como tantos outros, o tempo torna-se interminável e quem mais sofre é a grande massa, ou seja, a parte da sociedade que detém o menor poder aquisitivo e, consequentemente, possui maior dependência dos serviços do poder público.
Triste é constatar que é cada vez mais difícil a participação popular no cenário político-partidário. O fenômeno da globalização que o mundo inteiro vive, com certeza, proporcionou mudanças significativas até outrora inimagináveis. Porém, ao que parece, ao mesmo tempo em que as ferramentas tecnológicas proporcionam aos cidadãos um maior controle sobre aqueles que administram a coisa pública, também fazem com que esses mesmos cidadãos acomodem-se em suas casas à espera de novos acontecimentos para que, via internet, possam expressar seus pensamentos através de críticas.
Acontece que reclamar de dentro de casa, apenas, não é suficiente. Pelo contrário, a banda podre da classe política agradece, pois sem a boa concorrência os maus políticos continuarão dominando o meio e nós, simples mortais, continuaremos no pólo mais fraco, apenas reclamando dos absurdos cometidos por aqueles.
No próximo dia 6 de outubro acaba o prazo de filiação para quem pretende disputar algum cargo eletivo nas eleições municipais de 2012. Na luta em busca de novos nomes para as respectivas eleições, o Blog (Café com Política) percebe que a dificuldade é cada vez maior.
As pessoas com potencial para bem representar o povo nas câmaras municipais, ou mesmo como chefe do poder executivo, preferem ausentar-se da disputa deixando o espaço livre para que uma minúscula elite reveze-se no poder.
As consequências da falta de coragem da banda boa da sociedade em participar mais ativamente da sua própria vida político-partidária são a perpetuação da miséria, das ruas esburacadas, da falta de médico nos postos de saúde, da péssima remuneração dos professores, da baixíssima qualidade do ensino público, da insegurança, da corrupção....




Enfim... votar é preciso, mas participar é fundamental. Pense nisso!!!

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