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Pará/Brasil

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“Asfaltão” da cidade modelo da Amazônia (Redenção) lembra a “aguada” e o “pó do açaí” de Belém


Preparação do asfalto modelo da Amazônia
  
Essa semana, ao passar por determinadas ruas de Redenção, o Blog relembrou um passado recente enquanto morador da capital, Belém.
Como se sabe, é comum encontrar nas esquinas das ruas de Belém placas vermelhas indicando a venda de um dos orgulhos do paraense, o famoso açaí. 
O açaí é um patrimônio paraense e por isso, financeiramente falando, é preciso que todas as classes sociais tenham acesso a essa incomparável riqueza parauara.
Nesse sentido, é que temos preços e qualidades diferentes do bendito produto. Em regra, a tabela de preços do açaí indica os seguintes tipos: 1) “açaí grosso” (mais caro); 2) “açaí médio” (valor mediano) e 3) “açaí popular ou fino” (o mais barato).
Para se preparar (amassar) o açaí é utilizada uma espécie de “aguada”, que nada mais é do que a água escura resultante da bacia em que fica armazenado o caroço do açaí.
O açaí do grosso é destinado aqueles que possuem um maior poder aquisitivo, quem tem um pouco a mais (R$) para gastar. Como essa parcela da sociedade é sempre a minoria, a maior parte da população de Belém consome o açaí médio ou popular.
Mas, afinal, o que tem a ver açaí com o asfalto de Redenção? O lance é o seguinte: a aguada do açaí citada acima é idêntica ao asfalto despejado em algumas ruas de Redenção. Na tentativa desesperada de tentar mostrar algum serviço, pelo menos, no final do mandato, o Excelentíssimo prefeito de Redenção, Wagner Fontes, joga uma aguada preta em algumas ruas da Cidade com o intuito de passar às pessoas menos informadas que o mesmo está cumprindo seu papel de gestor.
A ideia é mudar o visual das principais ruas da Cidade, principalmente aquelas que cortam o centro de Redenção. A aguada jogada nas ruas é para deixá-las com um novo visual, como se fosse um asfalto novo, pretinho, o famoso tapetão.
A estratégia era a seguinte: primeiramente, as máquinas da prefeitura fizeram uns arranhões no asfalto anterior, depois deixaram os arranhões por um longo período para criar um suspense de que ali ter-se-ia um novo asfalto. A expectativa foi geral, a população pulava de alegria, fogos de artifício eram ouvidos nos quatro cantos da Cidade, moradores celebravam um novo tempo, os champagnes sumiram das prateleiras dos supermercados, a euforia tomou conta da população...
Eis que, então, o maquinário transportando o “produto”, dirigiu-se paras as ruas contempladas... Nesse momento, toda aquela euforia popular transformou-se, novamente, em uma grande decepção.
Para a surpresa de todos, o que foi despejado nas ruas foi apenas a conhecida aguada do açaí ou, no máximo, o pó do açaí, muito utilizado nas academias de todo o Brasil como energético.     



Aguada e pó do açaí utilizados nas ruas de Redenção
  
A espessura do “asfalto modelo da Amazônia” é tão insignificante, tão medíocre, que era mais barato mandar passar uma mão de tinta preta nas ruas e deixar esse pó do açaí para dar uma reforçada na merenda escolar.

Pó do açaí

É por essas e outras que a classe política está com a imagem negativa que está. Gestores brincando de administrar, gastando dinheiro público com obras de R$1,99 e gastando fortunas, também com o dinheiro público, para que a publicidade da “prefeitura” mostre exatamente o contrário, que está tudo muito lindo, que o modelo da Amazônia de administrar está dando certo.
Por um lado, pratica-se a política do medo, da perseguição, da ditadura do Estado Novo, do Varguismo (Getúlio Vargas), com pirotecnias televisivas, com direito a abraços falsos em idosos e idosas, falseando a triste realidade vivida pela administração municipal; por outro lado, tem-se a política da vitimização, da conspiração da oposição oportunista que tenta derrubar o iluminado governo indicado por Allah.
Pois bem, é triste saber que a população de Redenção não é merecedora, por parte da administração municipal, de se deliciar com o consagrado açaí do grosso, aquele que colocamos a colher e a mesma fica em pé de tão consistente que é.


Açaí do grosso que Redenção merece


Um comentário:

Anônimo disse...

Mais do que isso, podemos citar a rua rio araguaia, que liga a av araguaia à avenida brasil, no alto parana, pseudoasfaltada no inicio do mandato do nosso gestor Wagner fontes, como exemplo do desperdicio do dinheiro publico. O caput do art 37 da nossa carta magna coloca o principio da eficiencia como obrigação da administração publica, todavia ignorando a consequente enxorrada que ali passava, foi colocado o asfalto sonrisal. Pena que dia 1º de janeiro completou vinte anos de administração Wagner fontes- Mario moreira. O que vemos em redenção é os empresários envestindo ao maximo e a prefeitura investindo ao minimo.