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Pará/Brasil

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como bem disse Raul Seixas: “Eu prefiro ser ...... essa metamorfose ambulante...”




Que a vida nos ensina algo novo todos os dias, ninguém duvida. O meio político-partidário também é assim. Aquele que julgou injustamente alguém ontem é injustamente julgado por outro alguém hoje.
Coisas muito inusitadas acontecem no meio político-partidário. O jogo do poder faz cenários até então improváveis se transformarem em cenários possíveis e fortes.
O jogo do poder consegue mexer com os sentimentos mais primitivos do ser humano (lembrei do Roberto Jefferson falando do Zé Dirceu). A política é igual a droga do viciado, igual a bebida do alcoólatra, ela vicia de tal forma que o viciado em política torna-se uma pessoa insuportável para aqueles que não apreciam do mesmo prazer.
Nessa reta final de filiações dos pré-candidatos que almejam uma vaga no poder legislativo ou executivo nas Eleições 2012, conseguimos ver de tudo um pouco.
Mas não deixa de ser cômico, se não fosse trágico, ver a metamorfose de determinados agentes políticos. Políticos que até outrora eram arrogantes, donos do saber, infalíveis, audaciosos, proprietários das mentes mais brilhantes que o mundo já teve a honra de conhecer; políticos sem os quais a humanidade jamais conseguiria sobreviver, pois tamanha é a sua superioridade em relação aos simples mortais.
Esses camaleões agentes políticos conseguem, de uma hora para a outra, se comparar ao Gato de Botas do Shrek, o filme, onde nas situações em que acreditam estar com o comando nas mãos, são verdadeiros guerreiros, empunhando sua espada e convidando o adversário para o duelo.
Porém, o contrário também acontece. Agentes políticos possuidores de todas as soberbas destacadas acima quando percebem que estão de mãos e pés atados, que sabem que perderão todo aquele poder até então esbanjado sordidamente como se fosse seu, e não do povo, conseguem mudar suas feições, o modo de agir e se relacionar e passam de dominadores para dominados, tentando passar uma imagem de coitadinhos, de vítimas, de indefesos, de pessoas que são merecedoras de perdão, pois são seres humanos iguais aos demais, simples mortais.
Esses “figuras” estão espalhados por todo esse Brasilzão. Nesse período de reeleição muitos deles ativarão essa tática do “Gatinho de Botas Shrek" e passarão a utilizar a cara desse gatinho indefeso aqui em baixo.
Bem, como diz um amigo, cada cidade tem o gatinho de botas que merece.




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