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Pará/Brasil

sábado, 15 de outubro de 2011

Exercitando, ao extremo, a paciência...


Verdadeira prova de fogo foi o que viveram, nos últimos dias, dirigentes partidários e pré-candidatos com o sistema de filiação partidária elaborado pela Justiça Eleitoral, o denominado filiaweb.
Na permanente batalha da Justiça Eleitoral para aperfeiçoar suas atividades internas e melhor gerenciar os dados partidários, programas são criados com o intuito de facilitar a vida dos partidos políticos e dos próprios tribunais.
Programas como SPCP (Sistema de Prestação de Contas Partidárias), SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais), CANDEX (Sistema de Candidaturas – Módulo Externo), e agora o filiaweb, são ferramentas e termos conhecidos no ambiente jurídico eleitoral.
Mas o nome da vez, sem dúvida, é o filiaweb, sistema pelo qual registra-se os filiados dos partidos políticos. De utilização obrigatória, o filiaweb tirou o sono de muitos pré-candidatos nos últimos dias, devido às inúmeras deficiências técnicas que o mesmo apresentou em todo o Brasil.
A equipe de informática do Tribunal Regional Eleitoral do Pará – TRE-PA trabalhou incansavelmente para ajudar todos aqueles que ligavam desesperados solicitando orientações técnicas sobre o bendito sistema.
Agora, a relação de filiados é “submetida” online, ou seja, via internet, não mais sendo possível a velha impressão da relação de filiados e o saudoso protocolo no cartório eleitoral, que trazia uma segurança a mais aos partidos e filiados, incluindo os pré-candidatos.
Não, o Blog não tem nenhum interesse em perpetuar o arcaico, pelo contrário, deseja sim que a tecnologia chegue aos mais variados segmentos da sociedade e para todos os cidadãos, indistintamente, de forma global e com qualidade. Porém, alguns cuidados devem ser tomados para que essa agilidade tecnológica não se transforme num carrasco impiedoso.
No caso específico do filiaweb ficou comprovado que o referido sistema necessita de reparos urgentes. Primeiro, em boa parte do prazo legal para a submissão da relação de filiados, conforme a legislação eleitoral vigente (art. 19, da Lei 9096/95), o filiaweb ficou inacessível. Segundo, quando se conseguia acessá-lo, a paciência precisava ser imediatamente ativada, pois a lentidão do sistema e as “quedas” eram constantes. Terceiro, o sistema, sabe-se lá por qual motivo, não aceitava determinadas filiações. Quarto, filiados, até mesmo possuidores de mandatos, que nunca saíram dos seus respectivos partidos, apareciam como desfiliados....
Contudo, uma situação que levou preocupação aos partidos e filiados foi o fato de não se ter nenhum tipo de protocolo, nenhum documento físico que comprovasse a submissão da relação de filiados, como acontecia no passado recente.
A ideia de tentar substituir, ao máximo, o papel pela tela do computador é válida, mas ainda estamos longe (se é que realmente um dia chegaremos a tal ponto) de poder abrir mão totalmente do protocolo impresso, pois nos momentos de apuros é ele quem salva a pátria, sempre foi.
O sábio setor de informática da Justiça Eleitoral, responsável pela criação e aperfeiçoamento do sistema, precisa saber que um simples código denominado “evento” não deixa ninguém dormir tranquilamente, é preciso uma garantia maior aos partidos no momento da entrega, ou submissão, da relação de filiados.


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