.....

Pará/Brasil

domingo, 9 de outubro de 2011

A Maquiagem Eleitoreira vai começar...


O período de filiação partidária terminou. Conforme a legislação eleitoral, até o próximo dia 14 os partidos poderão submeter a lista de filiados à Justiça Eleitoral.
Em todo Brasil, agentes políticos, de primeira viagem ou não, irão mudar sua forma de relacionamento com o público. A estratégia é simples: passar a imagem de bom moço (ou boa moça) e tentar deixar gravado no subconsciente do eleitor que ele (ou ela) é a melhor opção para assumir um futuro cargo político.
No meio desses personagens estão inseridos os prefeitos e vereadores que irão disputar a reeleição. Muitos daqueles nunca souberam nem por onde passa a administração da própria cozinha de casa e muitos desses não sabem nem mesmo onde se encontra a cozinha da própria câmara.
Mas independente do que tenham feito ou deixado de fazer, certo é que irão disputar novamente um mandato eletivo e para tanto o marketing eleitoral é fundamental. A “maquiagem” eleitoral construída sobre determinado candidato pode não ser determinante, mas com certeza aquele que possui uma equipe eficiente nessa área já possui um grande diferencial em relação aos demais concorrentes.
Um detalhe importante que a população precisa ter cuidado é em relação ao prefeito que pretende concorrer à reeleição. Nesse caso, salvo raríssimas exceções, o ocupante da cadeira do Poder Executivo direciona a máquina administrativa para trabalhar diuturnamente sua reeleição.
Nesse momento em que os grupos políticos municipais estão, boa parte, pré-definidos, sabendo de qual lado estarão no pleito vindouro, os prefeitos candidatos à reeleição tendem a iniciar um verdadeiro festival de doações e facilidades.
Apadrinhados e aliados políticos passam a ter maiores facilidades junto à administração. Consultas médicas, aterros, entulhos, café da manhã na comunidade, almoço com o prefeito em churrascaria, esposas de prefeitos passam a sorrir, as arrogâncias diminuem, “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” passam a ser utilizados com frequência. Enfim, uma verdadeira “transformação” acontecerá na vida desses agentes políticos.
Prefeitos que nada fizeram em praticamente três anos de mandato começarão a construir ou reforma algo na cidade para mostrar trabalho. Porém, o povo vem mostrando a esse tipo de político que a tolerância está bem menor. Vejamos o exemplo da Ana Júlia do PT que passou três anos com o governo estagnado e decidiu fazer algo momentos antes das Eleições 2010. Resultado: passou a ser ex-governadora.
Há, ainda, um agravante para aqueles prefeitos que pretendem se movimentar somente agora: o período chuvoso chegou. Arriscar gastar o dinheiro público em obras que correm um sério risco de serem levadas pelas enxurradas é algo inadmissível.

Nenhum comentário: