.....

Pará/Brasil

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O macro projeto PSDBista


Com o fim do mandato da presidente Dilma, o Partido dos Trabalhadores (PT) completará 12 (doze) anos, ininterruptos, no poder nacional. Para os descrentes de plantão, de certa forma, surpreende a forma com que a ‘presidenta’ (como ela gosta de ser chamada) está comandando a nação.
Mas, afinal, qual a relação do governo petista com o macro projeto do PSDB?
Bem, o lance é o seguinte: desde a redemocratização do Brasil, após a promulgação da Constituição Federal de 1988 e das Eleições de 1989 entre Collor e Lula, três partidos, em especial, dominam o cenário político nacional, são eles: PT, PSDB e PMDB. Os demais partidos da República sujeitaram-se a ficar na órbita desse tripé partidário.
A “fórmula mágica” desses partidos para manterem-se sempre em evidência e com forte poder de mando é simples e eficiente, porém, é preciso ter personalidade e projeto de poder a curto, médio e longo prazos.
A “fórmula mágica” citada acima é lançar candidaturas majoritárias, SEMPRE, onde os interesses do partido (consequentemente também de quem participa do mesmo) sejam sempre prioridade (está-se, aqui, falando apenas em composições partidárias).
A valorização dos interesses partidários inclui, entre outras coisas, dizer NÃO a alguns aliados em determinadas situações. Por exemplo: hoje, no Pará, o governo do PSDB possui inúmeros partidos aliados na Assembleia Legislativa que fazem parte de sua base de sustentação. Porém, ano que vem, teremos uma eleição municipal que está diretamente ligada com as Eleições 2014, ou seja, para a sobrevivência do atual grupo político estadual, em especial o PSDB, é fundamental que o mesmo possa garantir suas bases municipais no pleito vindouro.
Assim, após as Eleições 2012, visando a sobrevivência política e para manter o espaço político que hoje alguns partidos detêm na administração tucana, é fundamental garantir quinhões políticos no próximo pleito municipal. Porém, para tanto, muitas vezes, é preciso dizer NÃO para o próprio partido líder, ou seja, aquele que está à frente do poder, no caso do Pará, o PSDB.
Em relação ao projeto nacional, para que o mesmo possa alcançar o objetivo almejado, qual seja o retorno ao cargo de presidente da República, o PSDB precisa e deve investir pesado para aumentar seu poderio político nas bases municipais no ano que vem, dando ênfase às cidades consideradas pólos.
Logo, para que a segunda fase do projeto PSDBista dê prosseguimento com mais consistência, é preciso que a primeira saia conforme o ensaio e o partido consiga aumentar a quantidade de prefeituras sob a sua tutela, nunca esquecendo da eleição dos parlamentares municipais. Detalhe: é preciso ter cuidado cirúrgico em não magoar atuais aliados, pois estes poderão fazer falta no futuro.

Nenhum comentário: