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Pará/Brasil

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Campanha do bem, administração do mal



Em uma determinada cidade do interior do Pará, um determinado candidato a prefeito prometeu em campanha que iria revolucionar o mundo começando pela cidade que iria administrar, caso fosse eleito.
O candidato subiu em cada palanque e prometeu, prometeu, prometeu, prometeu........prometeu tanto que cansou.
Para o bem de todos e felicidade geral da nação, o bendito candidato foi eleito.
A luta foi intensa, mas ele venceu. Era um candidato do bem, da família.
No dia 1º de janeiro de um ano qualquer o eleito assume a tão sonhada cadeira do Poder Executivo municipal.
A cidade estava em festa, não por menos, era o candidato da mudança.
A autoestima do povo local elevou-se.
A chama da esperança reascendeu.
O povo acreditava em algo positivamente diferente.
A atmosfera era propícia para implantar as mudanças necessárias que a sociedade tanto sonhava.
Dessa vez, tudo seria diferente, acreditava o povo.
O mandato começou.
As dificuldades, como já era esperado, apareceram.
No início, porém, as dificuldades não foram contrapostas com soluções adequadas.
Normal, era o início de longos quatro anos.
Findou o primeiro semestre e nada aconteceu de extraordinário.
Terminou o segundo semestre e a inércia reinou soberana.
Ok, segundo os assessores mais sábios e próximos, os eleitores são “benevolentes” com o primeiro ano de mandato de qualquer governo.
 Veio, então, a batalha do segundo ano.
O labirinto administrativo parecia tão complexo que até as coisas mais simples tornaram-se um bicho de sete cabeças.
Nesse momento, a preocupação começou a dar sinais de que seria uma companhia permanente.
Ninguém mais se entendia.
O chefe maior estava tão perdido quanto seus súditos.
A sociedade já começara a externar sua insatisfação.
O líder maior, não suportando ser contrariado em absolutamente nada, passou a intensificar sua política de perseguição.
Quem conspirasse contra o governo seria sumariamente achincalhado pelo “grupo” na próxima reunião.
A prática da “advertência” seria implantada para doutrinar aqueles que não seguissem a linha do regime.
Os absurdos das reuniões internas passaram a ganhar destaque nas rodas de botecos.
O governo perfeito idealizado na mente do comandante-mor não era executado por seus subordinados.
O descontrole passou a fazer parte da administração.
Os eleitores que, até outrora, depositaram confiança no novo governo, passaram a não ter mais dúvidas que foram ludibriados.
O sonho transformou-se em pesadelo.
O candidato do bem transformou-se no executivo do mal.
A esperança dantes apagou-se como um castiçal numa ventania (putz, esta foi profunda).
A desilusão passou a fazer parte novamente da sociedade local.








Infelizmente, os munícipes estavam vivendo mais um grande pesadelo e tudo não passava de uma:






















































































































































Um comentário:

Anônimo disse...

Hahehaheha...