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Pará/Brasil

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Política: por que participar? (Parte I)




Pois bem, amigas e amigos do Café com Política, afinal, por que é importante participar da vida política, ou melhor, da vida político-partidária de nossa nação?

Por óbvio, não temos a pretensão de responder detalhadamente a esta pergunta, dada sua complexidade, porém, queremos suscitar alguns pontos que consideramos interessantes e que estão mais visíveis aos olhos dos cidadãos “comuns”.

Contudo, antes de tudo, gostaríamos de transcrever um pensamento do poeta alemão, Bertolt Brecht, denominado “O Analfabeto Político”, a saber:

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. 

Como podemos perceber com a leitura do texto acima, a política está mais presente em nossas vidas do que muitos podem imaginar. Coisas corriqueiras do dia-a-dia são determinadas pelo meio político, preços em gerais, tais como da gasolina, do pão, dos produtos industrializados, dos produtos importados etc.

Mais, a qualidade dos serviços públicos, que são utilizados por milhões de pessoas, também é determinada pela “qualidade” daqueles que “detêm” o poder, ou seja, dependendo das escolhas feitas nas urnas, o povo terá ou não um retorno do poder público referente à qualidade dos serviços gerenciados pela administração pública.

A qualidade do ensino público também passa por questões político-administrativas, assim sendo, dependendo, dentre outros fatores, da sensibilidade do gestor nossos heróicos professores serão ou não valorizados pela administração o que, consequentemente, irá refletir na qualidade do ensino levado às nossas crianças nos bancos das escolas.

Investir em mais educação, hoje, é sinônimo de menos investimento em penitenciárias amanhã. Já dizia o filósofo grego, Pitágoras:
  
                         Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.”

Saindo do campo da administração pública e passando para as relações interpessoais conseguimos visualizar “política” em praticamente tudo que faz parte de nossa vida. Um cidadão que trata com cordialidade seu vizinho está praticando a “política da boa vizinhança”; um pai que educa seu filho da melhor forma possível, sem violência, com amor, com respeito (ou seja, da forma que acredita ser a melhor para seu pupilo) está praticando a “política do bom relacionamento”, caso contrário, utilizaria a violência para impor respeito em sua casa etc.

O que queremos passar com os dizeres acima é que há política em todos os segmentos da sociedade e nos mais variados tipos de relacionamento. Afinal, o homem é um animal essencialmente político, faz parte de sua essência, de seu DNA.

Assim sendo, não tente você, meu caro amigo do Café, ser a exceção, ser apenas mais um coadjuvante desta novela da vida real, faça sua parte, participe, critique, mas participe, mostre sua cara, vá à luta, filie-se em algum partido político, participe das reuniões, provoque as reuniões, dê ideias, sugestões, externe seu pensamento, ouça as ideias, aceite as críticas construtivas, enfim, viva a política, pois o futuro de sua nação também depende de você. Não seja omisso!



2 comentários:

http://bicho-de-pe-santanadoaraguaia.blogspot.com/ disse...

Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem.

Anônimo disse...

Lute, busque, acredite... O céu não é o limite...

"Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas
realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo
que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!"
Luis Fernando Veríssimo