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Pará/Brasil

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Santana do Araguaia: prefeito Eduardo da Machado ignora companheiros do PMDB, zomba do projeto partidário e promete o paraíso na terra a todos os políticos que visitam a cidade

Eduardo da Machado e Helder Barbalho, ambos do PMDB

Pois bem, amigas e amigos do Café com Política, muito embora o blog esteja sem tempo para atualizações frequentes, não significa dizer que anda desenformado da nossa região, pelo contrário, o Café está antenado como sempre e se preparando cada vez mais para os desafios que vêm pela frente. Mas isso é outra história.

Trataremos nesta postagem sobre o município de Santana do Araguaia, onde o prefeito eleito, Senhor Eduardo Alves Conti, do PMDB, popularmente conhecido como Eduardo da Machado, está, como a maioria dos outros prefeitos, encantado, maravilhado, impressionado com o poder que detém em mãos. Sua caneta é mais bela que as outras. Eduardo acredita, sinceramente, que está mais bonito, mais elegante, mais inteligente, mais forte, na verdade, Eduardo acredita ser indestrutível, inabalável, inquebrável, intocável, acredita ser o homem mais homem de todos os tempos de todo o sul Pará, quiçá do Brasil. Eduardo se acha realmente um “machadão”.

Ocorre que Eduardo da Machado, dentre tantas atitudes magníficas que anda fazendo em Santana do Araguaia, tem uma em especial que ele precisa repensar com carinho: a ingratidão!!!


Eduardo da Machado precisa lembrar que nos momentos mais difíceis de sua pré-campanha de 2012, dos muitos que lhe deram a mão, Helder Barbalho (PMDB) foi quem lhe garantiu uma renda para que pudesse pagar suas dívidas mensais e ainda fazer uma política assistencialista básica.



Ingratidão


Helder Barbalho garantiu, enquanto prefeito de Ananindeua, ao então pré-candidato, Eduardo da Machado, uma nomeação em cargo de confiança na prefeitura, DAS-4, lotando seu colega de partido em seu gabinete.


A nomeação de Eduardo da Machado na prefeitura de Ananindeua durou de 1º de julho de 2011 a 1º de julho de 2012, conforme se verifica nas imagens abaixo, extraídas do Diário Oficial da Prefeitura de Ananindeua.



Decreto de nomeação de Eduardo Alves Conti
Decreto de exoneração de Eduardo Alves Conti









Ocorre que Helder e o PMDB estão em um grande projeto político, buscando alcançar a caneta do governo estadual e precisa do empenho de todos aqueles que comungam da ideia, em especial os correligionários e mandatários PMDBistas, mas Eduardo da Machado ignora os chamados do partido e faz juras de amor a todos os candidatos a candidatos que chegam em terras santanenses, mesmo que esses aventureiros sejam de partidos e lados políticos opostos.

É, meu caro Helder Barbalho, você e a diretoria do PMDB precisam rever seus conceitos em relação a este alcaide de primeira viagem que encontra-se embriagado com o poder que possui nas mãos, ele está confundindo mandato com reinado, e eu já vi esta novela acontecer bem pertinho de Santana, em Redenção, quando o prefeito que por lá estava......deixa pra lá.

Por fim, esta historinha do Eduardo da Machado me fez lembrar daquele velho samba, de letra de Dida/Jorge Aragão, muito bem interpretado pela magnífica Beth Carvalho: Vou Festejar!

Chora!
Não vou ligar
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar
Mas chora!

É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar
O teu sofrer
O teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão!

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão

Mas chora!





sábado, 5 de outubro de 2013

Os prefeitos de primeira viagem e o sabor do poder



Amigas e amigos do Café com Política, chegamos ao décimo mês de 2013 e analisando a administração dos novos gestores municipais algumas conclusões já podem ser tomadas.

Esta postagem vai se dedicar, especialmente, aos novos alcaides. Novos prefeitos que, como já era esperado, não estavam acostumados, muito menos preparados, a assumir cargo de tanta relevância. Porém, como todos sabem, só pode se eleger quem disputa o bendito cargo. Simples assim.

A falta de habilidade política, a ausência de um grupo político capaz de defender habilmente o governo, bem como a mistura de poder e sexo que envolve os ambientes políticos, fazem como que alguns gestores estrábicos metam os pés pelas mãos.

Muitos dos prefeitos que hoje estão no poder, que até outrora bradavam que revolucionariam o mundo se eleitos fossem, e hoje nada fazem de útil, são meros fantoches de assessores e belas mulheres que sabem muito bem ludibriar quem está no poder para alcançar seus mais insanos desejos materiais.

Especialmente no sul do Pará, vários são os municípios que hoje passam por esta anomalia (ou regra) e, infelizmente, dificilmente sairão desta realidade, pois os anseios pessoais são tão intensos que pensar em mudar de filosofia de trabalho é praticamente uma grande utopia.