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Pará/Brasil

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

2014: um ano politicamente eletrizante



As eleições gerais de 2014, indubitavelmente, foram marcantes, tanto no campo político paraense como no cenário nacional.


No Pará, há tempos as peças do tabuleiro político movimentavam-se para uma polarização entre PSDB x PMDB. Pelo lado do PMDB, a candidatura de Helder Barbalho era dada como certa, porém, pelo lado dos tucanos, boa parte do primeiro semestre, a candidatura à reeleição de Simão Jatene era uma incógnita, o que veio se confirmar às vésperas das convenções partidárias.




O PMDB, usando todas as armas que possuía em mãos, mais paus e pedras que encontrava pelo caminho, iniciou uma forte e pesada empreitada de desconstrução de imagem do governador Jatene. Para tanto, formatou todas as mídias que a família Barbalho possuía e direcionou para um só alvo, Simão Jatene, transformando, inclusive, o pré-candidato Helder Barbalho em “porta voz do povo”, ao colocá-lo como radialista num programa de rádio de cunho eminentemente político onde, diariamente, em rede, propagava sua voz e sua opinião nos quatro cantos do Estado.

O PSDB, também usando todas as armas que possuía em mãos, diga-se de passagem, bem mais poderosas que aquela ostentada pela família Barbalho, utilizou-se das mesmas da forma mais conveniente possível, afinal, são dezesseis anos no poder, tempo de sobra para qualquer grupo político saber os atalhos para o caminho das pedras.

Tanto é assim que o MPE protocolou, no dia da diplomação dos eleitos, inúmeras representações eleitorais contra vários candidatos, incluindo Helder Barbalho e Simão Jatene, pedindo a cassação de registro de candidatura de alguns e cassação de diploma de outros. No caso do candidato Simão Jatene, governador reeleito pelo PSDB, o ponto central da representação do MPE é justamente o uso indevido do Programa Cheque Moradia, o qual supostamente teria sido turbinado, injustificada e eleitoralmente, no ano das eleições, em aparente benefício à candidatura de Jatene.

Como o Café não é o MPE, tampouco a Justiça Eleitoral, logo, não será feito aqui nenhum juízo de valor de “A” ou “B” sobre a legalidade ou legitimidade das estratégias utilizadas por ambos os lados. Ademais, na excitação de ganhar as eleições, que atire a primeira pedra aquele que nunca cometeu um excesso no processo político-eleitoral.

Ø  Pelo beiço da pulga

A disputa entre Jatene e Helder foi uma das mais acirradas do Brasil. Por muito pouco, por muito pouco mesmo, Helder Barbalho não se tornou governador do Pará no primeiro turno das eleições, pois, em números, aproximadamente cinco mil votos eram suficientes para Helder ser eleito no primeiro turno. Isso significa pouco mais de cinco minutos de dedicação de cada candidato da coligação que apoiava o Barbalho no primeiro turno para que o mesmo pudesse levar mais um mandato para a família.

É evidente que Helder não conseguiu atrair para sua candidatura o apoio incondicional de todos os candidatos de sua coligação, assim como ocorreu com Jatene, porém, neste último caso, possivelmente, em menor grau. O certo é que a falta de empenho de lideranças como do PT fez toda a diferença no resultado final. Inclusive, há petistas que falam pelos bastidores que foi uma resposta silenciosa do PT pelo que o PMDB fez com o governo Ana Julia. Será?



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