.....

Pará/Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Lava Jato: PF e MPF investigam participação de empreiteiras no descobrimento do Brasil

Escambo



É fato que vivemos num mundo de aparências. Existe o mundo televisivo, onde os governantes falam o que é politicamente correto e o mundo de verdade, onde as pessoas sofrem com a falta de respeito e sensibilidade dos que administram a coisa pública.

No big brother da vida real, toda semana um ministro é “eliminado” por ter sido descoberto em falcatruas com verbas públicas. A situação está tão insustentável, que o que é estarrecedor e deveria ser exceção, está virando rotina aos ouvidos dos brasileiros ao ponto de não surpreende mais ninguém, e isso é preocupante, pois o errado é errado e ponto. Não podemos perder nossa capacidade de indignação, jamais.







Atualmente, graças à democratização e à universalização das informações, e com o advento da internet, as pessoas não estão limitadas a opinião da chamada “grande mídia”, possuindo fontes alternativas de pesquisas. Isso permite com que as pessoas consigam entender muito bem que os recursos públicos desviados estão diretamente relacionados com a falta de médicos, medicamentos, segurança, educação etc.







No Brasil, na operação Lava Jato, a tônica é a seguinte: o gatuno que tiver sorte de ser pego primeiro terá condições de fazer uma delação premiada. Nessa toada, os delatores estão revelando segredos de bastidores de, agora, “ex-amigos”. Segredos esses, digamos, nada republicanos (palavra da moda entre os parlamentares). Ocorre que no meio político todos se conhecem, é um mundo relativamente pequeno. Assim, cada delação premiada consegue conectar vários personagens de destaque nacional, que há muito estão no poder.

E pelo andar da carruagem, como tudo está se conectando, é capaz da PF e MPF descobrirem que a política do “escambo”, no “descobrimento do Brasil”, nada mais foi que uma prática sorrateira de algumas empreiteiras portuguesas para garantir exclusividade na exploração das riquezas nacionais, inclusive com financiamento de campanha política em algumas tribos indígenas.

Nenhum comentário: